21 julho 2006

Mostra Internacional de Teatro

Mostra Internacional de Teatro –MITE
Teatro Nacional D. Maria II

Itália
Il Lettore a Ore de José Sanchis Sinisterra
De 25 a 27 Jul 2006
Direcção Jose Sanchis Sinisterra
Teatro Metastasio Stabile de la Toscania, Prato, Florença

Actores: Maya Sansa, Gianluigi Tosto, Adriano Iurissevich

Três personagens procuram-se e afastam-se numa ambígua geometria de disfarce e revelação, dependência, autonomia, domínio e submissão… em volta do ritual íntimo e misterioso da leitura.
Celso, um homem de negócios, rico e culto, proprietário de uma grande biblioteca, contrata Ismael à hora para ler romances à sua filha Lorena, que cegou aos sete anos sem causa aparente, provavelmente na sequência da morte da sua mãe. Desde essa altura, a jovem vive numa tensão emocional que a leva a fechar-se cada vez mais em si mesma.
No decurso das sessões diárias de leitura, as narrativas decorrem - – di Lampedusa, Conrad, Flaubert, Schnitzler, etc. – conduzidas pela voz de Ismael e atravessam a concha de Lorena. Alguma coisa começa a mover-se dentro dela e a desmontar a aparente rigidez do triângulo humano. É como se um pântano de água estagnada (a vida "real") fosse alterado e agitado pela inesperada irrupção de riachos (a vida "imaginária" dos romances).
De facto a acção dramática parece mover-se com o poder da leitura, e este é sem dúvida um dos temas centrais desta obra: moradas e paisagens onde nunca estivemos, seres diferentes e distantes, sensações alheias, sentimentos proibidos, vozes irreconhecíveis, palavras fulgurantes que nos revelam aquilo que sempre soubemos sem o saber… porque será que toda esta alteridade nos pertence tanto? O que será que faz e desfaz em nós o acto imperceptível da leitura? Como dilui e depois reconstrói os nossos contornos interiores, provavelmente devastados pela vida?



20 julho 2006

O mundo em que vivemos



'Vivemos num mundo onde precisamos de nos esconder para fazer amor…… enquanto a violência é praticada em plena luz do dia.'

John Lennon

19 julho 2006

Nesta data querida...muitos anos de vida!

Sê como a água corrente na generosidade e na ajuda
Sê como o sol na piedade e na ternura
Sê como a noite no esconder os defeitos dos outros
Sê como um morto na raiva e na irritação
Sê como a terra na modéstia e na condescendência
Sê como o mar na tolerância
Assemelha-te mesmo àquilo que és
Ou sê mesmo como aquilo a que te assemelhas

Rûmî
(1207-1273)
O grande poeta místico do Sufismo

17 julho 2006

Os meus braços... teus abraços...


Samba em Prelúdio

Eu sem você não tenho porquê
Porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar
Eu sem você sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
Eu sem você não tenho porquê
Porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz, jardim sem luar
Luar sem amor, amor sem se dar
Eu sem você sou só desamor
Um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade
Que vontade de ver renascer nossa vida
Volta, querida
Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus

Estou tão sozinho
Tenho os olhos cansados de olhar para o além
Vem ver a vida
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Baden Powell e Vinicius de Moraes

Para os lados de Évora...

Cromeleque dos Almendres

Este monumento megalítico, inicialmente constituído por mais de uma centena de monólitos, foi identificado em 1966 por Henrique Leonor Pina. A sua recente escavação possibilitou a detecção de várias fases construtivas, ao longo do Período Neolítico (V.’ e IV ’ milénios a. C.), até alcançar aspecto semelhante ao que hoje apresenta. Tais alterações são reflexo das mudanças económicas, sociais e ideológicas ocorridas.

Menires com diferentes formas e dimensões, desde pequenos blocos rudemente afeiçoados, outros maiores, que deram ao local o nome de Alto das Pedras Talhas, alguns cilíndricos, esféricos, ou de aspecto estelar, formaram dois recintos erguidos em épocas distintas, geminados e orientados segundo as direcções equinociais. 0 mais antigo (Neolítico Antigo) era definido por dois ou três circulos concêntricos de pequenos monólitos, ao qual se associou, no lado poente e algumas centenas de anos depois (Neolítico Médio), um outro, composto por duas elipses, irregulares mas concêntricas, com menires de grandes dimensões. Mais tarde (Neolítico Final), ambas as estruturas sofreram modificações, tendo-se transformado o recinto inicial numa espécie de átrio que orientaria e solenizaria os rituais socio – religiosos ali praticados.

As grandes dimensões da forma final do Cromeleque dos Almendres e a sua localização, próxima do cimo de importante relevo, de onde se desfruta vasto horizonte, ocupando uma encosta suave voltada a nascente, reflecte aspectos determinados pela evolução cultural. À última fase mencionada corresponde, ainda, a aplanação parcial de muitos monólitos, conferindo-lhes aspecto estelar, assim como a sua decoração, através de relevos ou de gravuras. 0 menir 57 mostra composição com treze representações de báculos, possíveis objectos de prestígio social, característicos dos espólios funerários da fase evolucionada do megalitismo alto-alentejano.

Também os menires 56 e 48 oferecem figurações de tais artefactos, no primeiro associada à escutiforme e, no segundo, incluída numa pequena cena centrada por figura antropomórfica esquemática. 0 menir 58, situado na extremidade norte do eixo menor do recinto, exibe três imagens solares radiadas.

Tal iconografia corresponde a um momento final do Neolítico ou já ao Calcolítico, quando na região se fizeram sentir os estímulos culturais das primeiras comunidades metalurgistas, produtoras de artefactos de cobre e portadoras de nova superestrutura religiosa. Esta era centrada por uma super-divindade feminina, idealizada com grandes olhos solares, a grande deusa-mãe mediterrânica.

0 Cromeleque dos Almendres constituíu, por certo, uma construção de carácter plurifuncional, capaz de organizar, durante cerca de dois milénios, o espaço em termos físicos e psicológicos, hierarquizando e estruturando o território em seu redor. Ele foi, também, local de agregação social e possivelmente símbolo da autoridade político-religiosa, no seio das populações de economia agro-pastoril e semi nómadas que habitaram a zona, estando ligado às observações e previsões astrais, como as práticas propiciatórias da fecundidade. Estas são sugeridas pelo falimorfismo de alguns menires, pelas decorações observadas e pela deposição de mós em algumas das suas estruturas de sustentação. Durante o Calcolítico o recinto terá sido desactivado e parcialmente arruinado, como deixa pressupor o derrube e destruição de muitos dos menires.

Muito interessante! :)

15 julho 2006

Fé e Música

Quando escutamos Bach
ou uma melodia gregoriana
todas as faculdades da alma
se dispõem e se calam
para aprender,
cada uma a seu modo,
esta coisa perfeitamente bela.
Entre outras, a inteligência
não acha nada que afirmar
e que negar,
mas alimenta-se.

A fé não deveria ser uma adesão
desta espécie?

Degradam-se os mistérios da fé
fazendo deles objectos de afirmação
ou de negação,
quando deveriam ser
objecto de contemplação.

Simone Weil
in "À porta do farol escuro" Ed. A.O. - Braga

Parisiense, (1909-1943), oriunda de pais judeus agnósticos, professora de Filosofia e "totalmente revolucionária", caracterizou-se pela precocidade intelectual, amor da verdade e da justiça social, bem como pela busca incansável do Deus Escondido. Apesar de sentir-se católica de alma e coração, por dificuldades que provinham da sua independência intelectual e o que ela sopunha ser o rigor da Igreja, nunca se decidiu a receber o baprismo.

14 julho 2006

O melhor bolo de chocolate do mundo


Um bolo que não leva farinha e cujo cacau utilizado é nobre (só para profissionais e tem nome – VALRHONA) fixaram? Uma delícia marrom para os olhos, um verdadeiro prestígio para o palato.
A sua textura fofa é caracterizada por camadas de mousse e crocante tipo suspiro que se intercalam entre si. Desfaz-se na boca, mas o sabor perdura por largos instantes… o tempo que durar o huuuuuummmmmm.
Para além da versão clássica existe também a versão negra que leva mais cacau e é indicado para os que apreciem menos doce, menos intenso.

Eu prefiro a versão clássica, claro está... :)))

Mnham!!!

Rua Coelho da Rocha, 99
Campo de Ourique
1350-076 Lisboa
Telefone: 213965372
De segunda-feira a sábado das 08:30 h às 19:30 h.

13 julho 2006

Preciso de...


Io non ho bisogno di denaro.
Ho bisogno di sentimenti, di parole, di parole scelte sapientemente,
di fiori detti pensieri,
di rose dette presenze,
di sogni che abitino gli alberi,
di canzoni che facciano danzare le statue,
di stelle che mormorino all'orecchio degli amanti....
Ho bisogno di poesia,
questa magia che brucia la pesantezza delle parole,
che risveglia le emozioni e dà colori nuovi.

Eu não preciso de dinheiro.
Preciso de sentimentos, de palavras, de palavras escolhidas com sabedoria,
de flores ditas pensamentos,
de rosas ditas presenças,
de sonhos que vivam nas árvores,
de canções que façam dançar as estátuas,
de estrelas que murmurem aos ouvidos dos amantes...
Preciso de poesia,
esta magia que queima o peso das palavras,
que desperta as emoções e dá novas cores.

Alda Merini

Obrigada S. pelo teu contributo :)

12 julho 2006

Honrar a Vida

Honrar la vida

Nó...! Permanecer y transcurrir
no es es perdurar, no es existir,
ni honrar la vida!
Hay tantas maneras de no ser
tanta conciencia sin saber,
adormecida...
Merecer la vida,
no es callar y consentir
tantas injusticias repetidas...
Es una virtud, es dignidad
y es la actitud de identidad
más difinida!
Eso de durar y transcurrir
no nos dá derecho a presumir,
porque no es lo mismo que vivir
honrar la vida!

Nó...! Permanecer y transcurrir
no siempre quiere sugerir
honrar la vida!
Hay tanta pequeña vanidad
en nuestra tonta humanidad
enceguecida.

Merecer la vida es erguirse vertical
más allá del mal, de las caídas...
Es igual que darle a la verdad
y a nuestra propia libertad
la bienvenida!
Eso de durar y transcurrir
no nos da derecho a presumir
porque no es lo mismo que vivir
honrar la vida!

Mercedes Sosa

10 julho 2006

Curiosidade

"Curiosidade: uma qualidade repreensível do espírito feminino.
O desejo de saber se uma mulher sofre da maldição da curiosidade constitui uma das paixões mais insaciáveis da alma masculina "

Autor: Bierce , Ambrose

Notti Magiche - Campioniiiiiiiiiiiii

Un'estate Italiana

Forse non sarà una canzone
a cambiare le regole del gioco
ma voglio viverla cosi quest'avventura
senza frontiere e con il cuore in gola

E il mondo in una giostra di colori
e il vento accarezza le bandiere
arriva un brivido e ti trascina via
e sciogli in un abbraccio la follia

notti magiche
inseguendo un goal
sotto il cielo
di un'estate italiana

e negli occhi tuoi
voglia di vincere
un'estate
un'avventura in più

Quel sogno che comincia da bambino
e che ti porta sempre più lontano
non è una favola - e dagli spogliatoi
escono i ragazza e siamo noi

notti magiche
inseguendo un goal
sotto il cielo
di un'estate italiana

e negli occhi tuoi
voglia di vincere
un'estate
un'avventura in più

notti magiche
inseguendo un goal
sotto il cielo
di un'estate italiana

e negli occhi tuoi
voglia di vincere
un'estateun'avventura in più
un'avventura
un'avventura in più
un'avventura goal !

Gianna Nannini & Edoardo Bennato

08 julho 2006

Dias felizes


GIORNI FELICI (Os Dias Felizes)
de SAMUEL BECKETT
com o apoio do Instituto Italiano de Cultura

PICCOLO TEATRO DI MILANO
Encenação de Giorgio Strheler, Reposta por Carlo Battistoni - Itália

NOVO TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA - Sala Principal - ALMADA
13 e 14 de Julho às 21h - 13€
Língua italiano (legendado em português)
Duração 1h40

Giorni Felici estreou-se em Maio de 1982 com uma leitura dita “positiva”: um Beckett em plena luz, quase privado da aura niilista que muitas vezes caracterizava as interpretações cénicas.Para Strehler, Beckett era sobretudo um poeta e, explicava o encenador, “quando, como em Os Dias Felizes, a poesia grita com uma voz assim tão alta, o homem não se nega: afirma-se”.Nascia desta forma um espectáculo que teria interessado o próprio Beckett, no qual, sem se acrescentar palavras, mas através dos gestos, era sublinhada a vontade da protagonista em viver “até ao fim”.
Franco Cordelli, crítico do Corriere della Sera, escreveu o seguinte a propósito da interpretação de Giulia Lazzarini: “Trata-se de uma arte exorcista de afastar o mal, de o combater a golpes de florete. O chapéu encarnado, as costas possantes, os braços robustos, as maravilhosas, petulantes e faladoras mãos. Ei-la. Giullia Lazzarini. Assim se perceberá o que é o teatro: um exercício de memória para combater o tempo, para não se render nunca”.

SAMUEL BECKETT
Assinala-se este ano o centenário do nascimento de Samuel Beckett (1906 - 1989: vide biografia na pág. 36), um dos maiores dramaturgos do século XX, cuja obra, inscrita na linha do teatro do absurdo, lança um olhar pessimista e desencantado (mas pleno de humor) sobre a condição humana. Peças como À Espera de Godot e Dias Felizes farão para sempre parte do cânone da dramaturgia mundial, quer pela sua originalidade, quer pelo seu simbolismo, quer pela capacidade de abordar a essência humana, desligada de um espaço e tempo específicos: as suas personagens, em cenários inóspitos, limitam-se a esperar que o tempo passe, agarrando-se a tarefas rotineiras para continuar a viver, à espera de... nada.

Dia 14 de Julho, 6ª feira lá estarei!

07 julho 2006

Os olhos


"Temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado de coração de cada um."
in O Gato Malhado e Andorinha Sinhá, de Jorge Amado

06 julho 2006

Taizé em Calcutá


A Peregrinação de Confiança em Calcutá
Terá lugar de 5 a 9 de Outubro de 2006 e será um encontro internacional de jovens e uma etapa de «peregrinação de confiança através da terra» iniciada pelo irmão Roger, o fundador da Comunidade de Taizé.

O objectivo deste encontro é de ajudar os jovens na sua procura de Deus e no seu desejo de se empenharem na Igreja e na sociedade. A confiança e a paz serão os temas centrais do encontro.

Eu quero ir!!!

04 julho 2006

A verdadeira dor...

"O mendigo Sexta-Feira jogando no Mundial"

"(...) O que me inveja não são esses jovens, esses fintabolistas, todos cheios de vigor. O que eu invejo, doutor, é quando o jogador cai no chão e se enrola e rebola a exibir bem alto as suas queixas. A dor dele faz parar o mundo. Um mundo cheio de dores verdadeiras pára perante a dor falsa de um futebolista. As minhas mágoas que são tantas e tão verdadeiras e nenhum árbitro manda parar a vida para me antender, reboladinho que estou por dentro, rasteirado que fui pelos outros. Se a vida fosse um relvado, quantos penalties eu já tinha marcado contra o destino? (...)

Mia Couto, in O fio das Missangas

03 julho 2006

Não há Comunhão sem Diálogo

Homilia de D. José Policarpo, Santuário de Fátima, 13 de Maio de 2005:
"Fátima e a comunhão com o Santo Padre"

"....Prometemos-lhe escolher como prioridades as suas prioridades pastorais, sejam elas de aprofundamento da autenticidade da vida cristã, de diálogo ecuménico ou inter-religioso ou de construção da harmonia e da paz, para bem de toda a família humana. Seremos ousados quando ele for ousado, na obediência à sua palavra. Acolheremos todos com o mesmo espírito com que ele os acolhe, na certeza de que a todos os que visitarem este Santuário, Fátima falará de Nossa Senhora e do Seu Filho Jesus Cristo. Não há aqui, nem nunca haverá, "templos inter-religiosos ou inter-confessionais". Há, isso sim, um Santuário onde Maria é Rainha e onde acolhe com amor de Mãe todos os que vêm com um coração recto, peregrinos da verdade e do amor. Fátima quer ser uma escola de comunhão e de oração. A próxima inauguração da Igreja da Santíssima Trindade, abrir-nos-á à fonte do amor inter-pessoal de Deus, fonte de todo o amor, como foi sugerido desde as aparições do Anjo. Nosso Senhor Jesus Cristo e o Espírito que nos envia, e Maria, Mãe de Jesus, serão sempre mensageiros do amor trinitário. Tudo em Fátima deve convergir para um contínuo hino de louvor ao amor trinitário de Deus. ..."

† JOSÉ, Cardeal-Patriarca
Discordo. (ponto)

02 julho 2006

Passeio de Domingo


Na baía de Cascais
Avistei ao longe um barco a arder
Perguntaste porque o sonhava
Olhei ao céu, não pude responder

Vejo o mar nos teus olhos
Ao contar-te velhos quadros
Das viagens, que o mar soube esconder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim

Só, no cais
Vou recordar esse teu olhar
À deriva no mar

Lembro o mar nos teus olhos
Ao deixar neste quadro
A saudade, depois de te perder

Eu pinto esta baía assim
E são mil cores ao pé de mim
Nesta baía eu descobri
Tantas imagens perto de mim

Delfins

01 julho 2006

Compra de Luxo!

RADIODERVISH nasceu em Bari em 1997, uma parceria artística entre Nabil Salameh e Michele Lobaccaro, que antes constituiam o grupo Al Darawish.
A diversidade das suas origens culturais dá vida a canções que são como pequenos workshops que identificam ligações entre Este e Oeste. Estes caminhos podem ser encontrados nos símbolos e lendas das várias culturas do Mediterrâneo, uma zona de fronteira que ao mesmo tempo une e separa as pessoas dessa área.
O resultado é um refinado retrato musical, uma harmoniosa fusão de melodias e letras em várias línguas, inspirado tanto pelas tradições musicais árabes como ocidentais.

Centro del Mundo é um hino ao desenraizamento e à precariedade de mobilidade dos homens. 14 temas que desenham um requintado itinerário de imagens, palavras, linguagens e sons.
As canções são concebidas como pequenos laboratórios, onde interagem e dialogam culturas diferentes. A música é capaz de cantar os sentimentos de quem vive dividido entre duas culturas.
Centro del Mundo Alterna e reordena a babel das línguas possíveis: árabe, italiano, inglês, francês e espanhol. Os textos contam mitos comuns das culturas mediterrâneas, de simbologia mística e realidade terrena.
O amor sensual torna-se místico e de espiritual torna-se terreno e todo humano, sempre intrínseco de nostalgia de alguma coisa que se perdeu, de exílio e de errância.

Os homens na Terra são como pássaros com plumas diferentes, cada um com o próprio tipo de música e canto.
el RaMak