Bento XVI:«Num lugar como este nem tenho palavras».06 junho 2006
Visita do Papa a Auschwitz
Bento XVI:«Num lugar como este nem tenho palavras».04 junho 2006
Finalmente o 1º dia de praia!
ninguém sabe o que ele diz
bate na areia e desmaia
porque se sente feliz
Até o mar é casado, ó ai
até o mar tem filhinhos
é caso com a areia, ó ai
e os filhos são os peixinhos
O mar enrola na areia
ninguém sabe o que ele diz
bate na areia e desmaia
porque se sente feliz
Dizem que o mar é casado, ó ai
dizem que o amr tem mulher
é caso com a areia, ó ai
dá-lhe beijos quando quer
Conhecem? É bem gira! E as vossas quais eram?
03 junho 2006
A matemática dos encontros amorosos
A Matemática dos Encontros AmorososCristina Palma Conceição (CIES-ISCTE ) e Fabio Chalub, (FCT - UNL)
Sábado, 03 de Junho de 2006 às 15:00
Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva, Parque das Nações - Lisboa
A palestra se divide em duas partes. Na primeira, veremos como se constrói um modelo (baseado na teoria de jogos) do comportamento animal na busca de um parceiro sexual. Mostraremos como o comportamento de um lagarto relaciona-se com o jogo infantil "pedras-tesoura-papel", e como os conflitos entre o macho e a fêmea se transferem para o nível genético.
Sangue do Mundo
CATHERINE CLÉMENT, filósofa, ensaísta e romancista francesa, estará em Lisboa, no Instituto Franco-Português, para o lançamento do seu livro O Sangue do Mundo (ed. ASA), apresentado por António Carlos Carvalho, DIA 6 de JUNHO às 18h30 e também DIA 7 de JUNHO às 18h30, desta vez para participar num DEBATE em torno da PSICANÁLISE no qual participam igualmente Maria Belo, Fernando Belo e Ruy PereiraLANÇAMENTO DO LIVRO O SANGUE DO MUNDO de CATHERINE CLÉMENT dia 6 de JUNHO às 18h30, no IFPA autora estará presente e a apresentação da obra está a cargo de António Carvalho.
O Sangue do Mundo retoma a vida de Théo Fournay, o adolescente de A Viagem de Théo (outro livro de Clément também editado pelas edições ASA) que acompanhava a sua tia Marthe numa fantástica e inesquecível viagem pelo mundo, durante a qual ele ia conhecendo de perto novas religiões e civilizações, permitindo-lhe melhor compreender as particularidades espirituais e culturais das duas "partes" do mundo: o Ocidente e o Oriente. Uma verdadeira viagem pelas correntes espirituais da humanidade.
Em O Sangue do Mundo, Théo tem agora 26 anos, é médico na ONG Médicos sem Fronteiras e dedica-se, para além disso, às questões ecológicas. Ele está a elaborar um projecto com vista à preservação do ambiente. Um dia recebe um telefonema da sua tia Marthe que se encontra muito doente na Índia. Théo vai ao seu encontro. Ambos partem então de novo numa espécie de "viagem de cura". A escolha do percurso cabe desta feita ao sobrinho. Ele traça-o tendo em conta as pesquisas que pretende abordar no seu relatório. A Terra está cansada neste Sangue do Mundo…
"Catherine Clément nasceu em 1939 e é autora de mais de trinta de livros. Após a publicação de uma exigente obra ligada à sua formação de filósofa e historiadora, converteu-se, com grande sucesso, à ficção. Entre os seus romances, publicados pela ASA, contam-se A Senhora, Por Amor da Índia, A Valsa Inacabada, A Rameira do Diabo, A Viagem de Théo, O Último Encontro e As Novas Bacantes. A sua obra está hoje traduzida para 24 línguas". (ed. ASA)
in http://www.ifp-lisboa.com/index.php
Para mais informações sobre a autora e os seus livros:
http://www.asa.pt/autores/autor.php?id_autor=640 e para aqueles que me conhecem... adivinhem os 3 da lista que constam nas minhas prateleiras ;)
01 junho 2006
Feliz Dia da Criança!
Um dia, alguém levou crianças até Jesus para que ele as abençoasse. Os discípulos opuseram-se. Jesus indignou-se e disse-lhes para deixarem as crianças chegar até ele. Depois disse-lhes: «Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele» (Marcos 10,13-16).
É útil lembrar que, anteriormente, foi a estes mesmos discípulos que Jesus dissera: «A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus» (Marcos 4,11). Por causa do Reino de Deus, eles deixaram tudo para seguir Jesus. Procuram a presença de Deus, querem fazer parte do seu Reino. Mas eis que Jesus os adverte que, ao repelirem as crianças, estão justamente a fechar a única porta de entrada nesse Reino de Deus tão desejado!
Mas o que significa «acolher o reino de Deus como uma criança»? Normalmente interpreta-se como: «acolher o Reino de Deus como uma criança o faz». Isso corresponde a uma palavra de Jesus em Mateus: «Se não voltardes a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino do Céu» (Mateus 18,3). Uma criança confia sem reflectir. Não pode viver sem confiar nos que estão à sua volta. A sua confiança não é uma virtude, é uma realidade vital. Para encontrar Deus, o melhor de que dispomos é o nosso coração de criança, que está aberto espontaneamente, ousa pedir com simplicidade, quer ser amado.
Outra interpretação possível é: «acolher o Reino de Deus como se acolhe uma criança». Pois o verbo «acolher» em geral tem o sentido concreto de «acolher alguém» (Marcos 9,37). Nesse caso, é ao acolhimento dado a uma criança que Jesus compara o acolhimento da presença de Deus. Há uma secreta conivência entre o reino de Deus e uma criança.
Acolher uma criança é acolher uma promessa. Uma criança cresce e desenvolve-se. É assim que o reino de Deus nunca é na terra uma realidade acabada, mas sim uma promessa, uma dinâmica e um crescimento inacabado. E as crianças são imprevisíveis. Neste relato do Evangelho, chegam quando chegam, e obviamente não chegam no momento certo, de acordo com os discípulos. Mas Jesus insiste que é necessário acolhê-las visto que estão lá. É assim que é necessário acolher a presença de Deus quando ela se apresenta, quer seja numa boa quer seja numa má altura. É necessário entrar no jogo. Acolher o Reino de Deus como se acolhe uma criança é manter-se atento e rezar para o acolher quando ele chega, sempre inesperadamente, a horas ou fora de horas.
Porque é que Jesus deu tanta atenção às crianças?
Um dia, os doze apóstolos discutiam para saberem quem era o maior (Marcos 9,33-37). Jesus, que adivinhou os seus pensamentos, disse-lhes uma palavra desconcertante que confunde e abala as suas categorias: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos».
A esta palavra, juntou o gesto. Foi buscar uma criança. Terá sido uma criança que encontrou abandonada na esquina de uma rua de Cafarnaúm? Trouxe-a, «colocou-a no meio» dessa reunião de futuros responsáveis pela Igreja e disse-lhes: «Quem receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe». Jesus identifica-se com o menino que acaba de receber nos braços. Afirma que é «um destes meninos» que melhor o representa, de tal forma que receber um menino desses é o mesmo que acolhê-lo a ele próprio, Cristo.
Pouco antes, Jesus tinha dito estas palavras enigmáticas: «O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens» (Marcos 9,31). «O Filho do Homem» é ele próprio e são simultaneamente todos os filhos dos homens, quer dizer todos os seres humanos. A palavra de Jesus pode compreender-se: «os seres humanos estão entregues ao poder dos seus semelhantes». É sobretudo quando Jesus é preso e mal tratado que se verificará, mais uma vez, que os homens fazem o que quer que seja aos seus semelhantes que estejam indefesos. Que Jesus se reconheça na criança que foi buscar já não é assim de espantar, pois, tantas vezes, também as crianças são entregues sem defesa àqueles que têm poder sobre elas.
Jesus deu particular atenção às crianças porque queria que os seus dessem uma atenção prioritária aos desprotegidos. Até ao fim dos tempos, serão os seus representantes na terra. O que lhes fizerem é a ele, Cristo, que o farão (Mateus 25,40). Os «mais pequenos dos seus irmãos», os que pouco contam e que são tratados de qualquer maneira, porque não têm poder nem prestígio, são o caminho, a passagem obrigatória, para viver em comunhão com ele.
Se Jesus pôs um menino no meio dos seus discípulos reunidos, foi também para que eles próprios aceitassem ser pequeninos. Explicou-lhes isso no seguinte ensinamento: «Seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa» (Marcos 9,41). Indo pelos caminhos para anunciar o Reino de Deus, os apóstolos também serão «entregues nas mãos dos homens»: Nunca saberão de antemão como irão ser acolhidos. Mas até para aqueles que os acolherem apenas com um simples copo de água fresca, mesmo sem os levarem a sério, os discípulos terão sido portadores de uma presença de Deus.
in Carta de Taizé: 2006/2
31 maio 2006
30 maio 2006
29 maio 2006
Jantar Solidário
Jantar SolidárioProjecto Mesa de S. Lázaro
Dia 3 de Junho de 2006
às 20:30h
Entrada:10 colheres
Av. Almirante Gago Coutinho, 95
1700-028 Lisboa
O preço da entrada é de 10 colheres (10 €) que será destinado na totalidade para o Projecto Mesa de S.Lázaro em Moçambique, que dá apoio a crianças órfãs algumas das quais estão infectadas com o vírus do HIV/SIDA.
Actualmente este projecto auxilia à volta de 20 crianças através de 2 refeições semanais, e pretende-.se começar a dar 1 refeição por dia e melhorar as condições de saúde dessas crianças.
As crianças agradecem a vossa colaboração, se não puderem ir mas quiserem colaborar podem adquirir à mesma a vossa entrada!
Podem confirmar a vossa comparência deixando o vosso nome usando o comment do blog ou mandando email!
Obrigada! :)
28 maio 2006
27 maio 2006
O nosso tempo é pecado organizado
Cantata de PazVemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror
A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças
D'África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nada pode apagar
O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado.
Sophia de Mello Breyner Andresen
26 maio 2006
25 maio 2006
A ver no Museu de Arte Antiga
Grandes Mestres da Pintura Europeia: de Fra Angelico a BonnardColecção Rau 18 de Maio a 17 de Setembro
Bernardino Luini (c. 1485-1532), Retrato de jovem mulher, c. 1525. Óleo sobre madeira. Foto: © Pertencente à Colecção Rau, s/A, Cologne.
Quase metade das peças (46) inscrevem-se num arco cronológico que vai do século XV ao XVIII, distribuem-se pelas "escolas" italiana, flamenga, holandesa, alemã, francesa, espanhola e britânica e são criações de mestres como Fra Angelico, Bernardino Luini, António Solario, Guido Renni, Canaletto, Tiepolo, Porbus, Van Goyen, Van Ruysdael, Gerard Dou, Siberechts, Cranach, Philippe de Champaigne, Largillière, Boucher, Latour, Greuze, Fragonard, Robert, Vigée-Le Brun, El Greco, Ribera, Reynolds e Gainsborough.
As restantes pinturas (49) são especialmente demonstrativas de autores e movimentos artísticos dos séculos XIX e XX: impressionismo, simbolismo e nabis, fauvismo, expressionismo. Corot, Courbet, Cézanne, Manet, Degas, Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Liebermann, Signac, Lautrec, Redon, Bonnard, Vuillard, Vlaminck, Dufy, Derain, Macke e Morandi são alguns dos artistas neste sector da exposição.
Museu Nacional de Arte Antiga
Rua das Janelas Verdes
24 maio 2006
Socorro!!! Uma osga...
Aqui mesmo ao lado no escritório da Fátima!!!Tão grande que ela pensou ser um rato! :)
Era asquerosa... ficou sem rabo (que continuou a abanar sozinho...que medo) mas não a conseguimos encontrar... para a mandar para a rua! Matar é que não...
Parece que vamos ter outra coleguita! Até ver...
E vejam bem que é uma espécie protegida! Como dizia o outro..."e esta hein?"
Referiu ainda que esta família de répteis é muito comum na Europa, e, por exemplo, em Espanha, de Verão é normal vê-los a trepar pelas paredes, pelos candeeiros, porque são portadores de umas "ventosas" nas patas, que lhes permite agarrar e capturar os insectos. Como é uma espécie exótica, o biólogo alerta para a necessidade de conter a sua criação, entendendo que "foi bom as pessoas terem comunicado o facto", para que seja possível a exterminação das osgas e para que não se torne numa praga, porque têm uma reprodução incontrolável. De acordo com os especialistas os pés das osgas estão cobertos de microscópicos pêlos (cerca de 5000 por milímetro quadrado, o que dá cerca de meio milhão em cada pé), vulgarmente chamados de setas. Um artigo cientifico recente atribui a estes pêlos a capacidade das osgas caminharem no tecto. Estes cientistas verificaram que as setas formam rapidamente ligações intermoleculares por forças eléctricas relativamente fracas que atraem entre si moléculas que são em média electricamente neutras. Mediram ainda a força que um destes pêlos é capaz de aguentar, concluindo que este valor varia de acordo com o ângulo de aplicação da força. Se todas as setas de uma osga estivessem em contacto com o tecto, seriam capazes de suportar cerca de 10 Kg! No entanto, rapidamente se libertam quando a força é aplicada num ângulo particular. É um processo semelhante à fita-cola: impossível descolar quando a puxamos verticalmente, mas facilmente se liberta quando começamos numa ponta a puxar num certo ângulo. Este é, eventualmente, o segredo que permite às osgas, caminhar no tecto! Caso não fosse fácil libertar os pés as osgas ficariam para sempre presas no mesmo local, dizem os especialistas.
22 maio 2006
21 maio 2006
É urgente o Amor...
É urgente inventar alegria,
Cai o silêncio nos ombros e a luz
Eugénio de Andrade
19 maio 2006
Para tudo há um momento
"Para tudo há um momentoe um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:
tempo para nascer e tempo para morrer,
tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,
tempo para matar e tempo para curar,
tempo para destruir e tempo para edificar,
tempo para chorar e tempo para rir,
tempo para se lamentar e tempo para dançar,
tempo para atirar pedras e tempo para as ajuntar,
tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,
tempo para procurar e tempo para perder,
tempo para guardar e tempo para atirar fora,
tempo para rasgar e tempo para coser,
tempo para calar e tempo para falar,
tempo para amar e tempo para odiar,
tempo para guerra e tempo para paz.
Que proveito tira das suas fadigas aquele que trabalha?Eu vi a tarefa que Deus impôs aos filhos dos homens para que dela se ocupem.Todas as coisas que Deus fez, são boas a seu tempo. Até a eternidade colocou no coração deles, sem que nenhum ser humano possa compreender a obra divina do princípio ao fim."
in Livro do Eclesiastes 3, 1-11
18 maio 2006
Amo em ti...
Amo em tia aventura do barco que vai em direcção ao antípoda
amo em ti
a audácia dos jogadores das grandes descobertas
amo em ti as coisas longínquas
amo em ti o impossível
entro nos teus olhos como num bosque
cheio de sol
e suado, faminto e enfurecido
tenho a paixão de um caçador
para morder a tua carne
Amo em ti o impossível
mas não o desespero
Nazim Hikmet
Poeta Turco
(1902-1963)
17 maio 2006
Depois do filme, o livro...
A discípula amada
Maria MadalenaTítulo original: Mary
De: Abel Ferrara
Com: Juliette Binoche, Forest Whitaker , Matthew Modine
16 maio 2006
Semana da Diversidade Cultural
Mais do que uma realidade, a diversidade cultural é um valor da sociedade, que, comotal, importa cultivar, desenvolver e celebrar com todos os indivíduos e as diferentesinstituições.
O ACIME, em colaboração com a Comissão Nacional da UNESCO, organiza umconjunto de iniciativas, através das quais se pretende afirmar e celebrar a riqueza queeste valor encerra. Seja no cinema, na cultura, nas empresas, nas escolas, na gastronomia, nas culturas juvenis ou nas cidades, a diversidade constitui sempre umafonte de troca, inovação e criatividade.
"A Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, adoptada unanimemente pelos 185 Estados-parte durante a 31ª Sessão da Conferência Geral em 2001- Resolução 57/249 - (e ratificada em 2005), constitui o acto inicial de uma nova ética da UNESCO para o século XXI. A comunidade internacional passou a dispor (…) de um instrumento abrangente para questões relacionadas com diversidade cultural e o diálogo intercultural, garantes do desenvolvimento da paz." ( www.unesco.pt)
15 maio 2006
Harmonia
12 maio 2006
É já este fim de semana!!!
De 12 a 14 de Maio, realiza-se pela primeira vez em Portugal, no Parque das Nações, o Lisboa Long Distance International Triathlon.Eu lá vou estar para ajudar na organização! Apareçam para dar uma força aos atletas portugueses! :)
Angariação de Fundos - Corrida/Caminhada
Dia 13 de Maio às 11h da manhã o Lisboa Long Distance International Triathlon, organiza uma corrida caminhada para beneficiar esta Instituição.
Basta aparecer às 10h, no local do evento, (Parque Expo) e pagar o valor simbólico de 5 euros, que reverte 100% a favor da APPT21. Participem e tragam amigos!!
Para mais informações contactar:
http://appt21.org.pt/ Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21
Telefone: 21 837 16 99
11 maio 2006
Felizes...
10 maio 2006
Controlar a ansiedade
Quando receamos algum mal, o próprio facto de o recearmos atormenta-nos enquanto o aguardamos: teme-se vir a sofrer alguma coisa e sofre-se com o medo que se sente! Tal como nas doenças físicas há certos sintomas que pressagiam a moléstia - incapacidade de movimento, lassidão completa mesmo quando se não faz nenhum esforço, sonolência, calafrios por todo o corpo -, também um espírito débil se sente abalado, mesmo antes de qualquer mal se abater sobre ele: como que adivinha o mal futuro, e deixa-se vencer antes do tempo. Há coisa mais insensata do que nos angustiarmos com o futuro em vez de deixarmos chegar a hora da aflição, e atrairmos sobre nós todo um cúmulo de tormentos? Quando não é possível livrarmo-nos por completo da angústia, pelo menos adiemo-la tanto quanto pudermos. Queres ver como é verdade que ninguém deve atormentar-se com o futuro? Imagina um homem a quem tenha sido dito que depois dos cinquenta anos será submetido a graves suplícios: ele permanece imperturbável enquanto não passa a metade desse espaço de tempo, altura em que começa a aproximar-se da angústia prometida para a segunda metade da sua vida. Por um processo semelhante sucede também que certos espíritos doentes sempre em busca de motivos para sofrer se deixam tomar de tristeza por factos já remotos e esquecidos. A verdade é que nem o passado nem o futuro estão presentes, pelo que não podemos sentir qualquer deles. Ora a dor somente pode resultar de algo que se sente!
Séneca, in 'Cartas a Lucílio'
09 maio 2006
Deirdre e o seu amado
Deirdre foi uma grande heroína legendária da Irlanda.Um druida profetizou à sua nascença que ela iria trazer grandes azares.
Deirdre, foi escolhida para ser a esposa de Concobar, rei do Ulster. Este manteve-a numa grande solidão e então ela apaixonou-se por Naoise, o filho de Usnach e fugiu com ele o com os seus dois irmãos para a Escócia.
Depois de uma longa e idílica estadia nesse país, Conchobar forçou-os a regressar à Irlanda e matou os filhos de Usnach.
Deirdre, com o coração partido, morreu no túmulo do seu amado.
Esta lenda foi muito popular entre os escritores da Renaissance irlandesa, nomeadamente Yeats, Synge e James Stephens.
Que linda estatueta de artesanato irlandês que tenho na minha mesinha de cabeceira! :)
08 maio 2006
Lisboetas - a não perder!
Ao longo do século XX, Portugal foi uma terra de emigrantes.
O país tinha tão pouco para oferecer que quase metade da população activa partia para trabalhar no estrangeiro, à procura de uma vida melhor.
Na viragem para o terceiro milénio a situação inverteu-se… Quase um milhão de imigrantes chegaram a Portugal no espaço de uma década. Uma parte importante destes imigrantes concentra-se na área da grande Lisboa.
Será que este fluxo novo de energia vai realmente mudar Lisboa e Portugal? Ou será que a diversidade dos recém chegados se vai diluir pouco a pouco, quase sem deixar rasto, na indefinível indolência do país?
Lisboetas é um documentário político sobre a vaga de imigração que nos últimos anos mudou Portugal.
Lisboetas é o retrato de um momento único em que o país e a cidade entraram num processo de transformação irreversível.
Lisboetas é um filme que rejeita o habitual tratamento jornalístico e aborda a experiência humana dos imigrantes da grande Lisboa de um ponto de vista cinematográfico.
Lisboetas é um retrato por dentro. A palavra é dada aos recém chegados. Talvez por isso, como escreveu a crítica do “Público” Kathleen Gomes, “os estrangeiros aqui somos nós”.
Lisboetas não é um filme dogmático, mas é um filme incómodo e que deixa muitas questões em aberto - por que é difícil avaliar o quanto tudo mudou e ainda pode mudar.
07 maio 2006
Feliz dia da Mãe!

"Ser mãe é ter tudo e não ter nada
É criar um filho para o mundo
É dar aos outros aquilo que era seu!
É cravar no peito, bem profundo,
O punhal do amor!
E cheia de dor,
Viver alegria e tristeza,
Encher a tua alma de beleza
Vendo este filho crescer
E se afastar de ti...
É sonhar felicidade
É saber compreender
É saber acompanhar na obscuridade...
Mas deixando-o sozinho
Correndo para a vida!...
Ampará-lo se cair
Aplaudi-lo se subir
Ensinar-lhe com autoridade
E vence-lo com suavidade
Diante deste filho,
Tornar-se pequenina, tu, oh!
Mãe és gigante
E no teu coração vibrante
Um soluço esconder.
Que este filho, seja o bem supremo!
Seja a glória da tua vida!
Quando ele te trouxer, querida,
O neto que tu almejas,
O neto que tu desejas
Suavemente adormecer!"
Obrigada mãezinha por me teres enviado este poema :)
Claro está que ÉS A MEHOR MÃE DO MUNDO!
Espero também eu, vir um dia a sentir a beleza da maternidade!
06 maio 2006
Corremos o risco de chorar um pouco se nos deixamos "cativar"
«Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui disse a voz debaixo da macieira...
- Quem és tu?, disse o principezinho. És bem bonita...
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão, disse o principezinho
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- O que significa "cativar"?
- Tu não deves ser daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro homens, disse o principezinho. O que significa "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não, ando à procura de amigos. O que significa "cativar"?
- É uma coisa que toda a agente se esqueceu, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Isso mesmo, disse a raposa. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti e tu não precisas de mim. Para ti não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... creio que ela me cativou.
(...)
Vês lá adiante os campos de trigo? Eu não como pão, o trigo para mim é inútil, disse a raposa. Os campos de trigo não me dizem nada. E é triste. Mas os teus cabelos são cor de oiro. Por isso, quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso. Como o trigo é doirado, fará lembrar-me de ti. E hei-de amar o barulho do vento através do trigo...
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer muitas coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. (...) Se queres um amigo cativa-me.
- Como é que hei-de fazer?, disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência (...)
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando se aproximou da hora da partida:
- Ah! disse a raposa... Vou chorar!
- A culpa é tua, disse o principezinho, não queria que te acontecesse mal, mas quiseste que te cativasse...
- É certo, disse a raposa.
- Mas vais chorar!, disse o principezinho.
- É certo, disse a raposa.
- Então não ganhas nada com isso!
- Ganho, sim, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois acrescentou:
- Vai ver outra vez as tuas rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Quando voltares para me dizer adeus faço-te presente de um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas.
- Vós não sois nada parecidas com a minha rosa; ainda não sois nada, disse-lhes ele. Ninguém vos cativou, nem vós cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Não passava de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas fiz dela minha amiga e agora é única no mundo.
(...)
E voltando para junto da raposa:
- Adeus , disse ele.
- Adeus, disse a raposa. Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho a fim de se recordar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que perdi com a minha rosa, repetiu o principezinho, a fim de se recordar.
- Os homens esqueceram esta verdade mas tu não deves esquecê-la. Ficas para sempre responsável por aquele que cativaste. És responsável pela tua rosa.
- Sou responsável pela minha rosa, repetiu o principezinho a fim de se recordar.»
O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry
Editorial Aster
Alguns deixam-se cativar por este livro ainda em tenra idade, outros já mais tarde... mas poucos conseguem ficar indiferentes a esta obra!
05 maio 2006
04 maio 2006
Data única

Mas chegará a manhã...
SE TU NÃO FALAS encherei o meu coração do teu silêncio
e aguentá-lo-ei.
Ficarei aqui quieta a esperar como a noite
na sua vigília estrelada
com a cabeça inclinada a terra
paciente.
Mas chegará a manhã
e as sombras da noite desaparecerão
e a tua voz
em torrentes douradas inundará o céu.
Então as tuas palavras
no canto
apanharão asas
de todos os meus ninhos de pássaros
e as tuas melodias
brotarão como flores
em todas as árvores da minha floresta.
Rabindranath Tagore - Poeta Indiano (1861-1941)
03 maio 2006
O céu da Irlanda

As férias na Irlanda foram lindas! Superaram as minhas expectativas! Esta canção foi a banda sonorada viagem... aqui fica a letra! :)
Il cielo d'Irlanda
Il cielo d'Irlanda è un oceano di nuvole e luce
Il cielo d'Irlanda è un tappeto che corre veloce
Il cielo d'Irlanda ha i tuoi occhi se guardi lassù
Ti annega di verde e ti copre di blu
Ti copre di verde e ti annega di blu
Il cielo d'Irlanda si sfama di muschio e di lana
Il cielo d'Irlanda si spulcia i capelli alla luna
Il cielo d'Irlanda è un gregge che pascola in cielo
Si ubriaca di stelle di notte e il mattino è leggero
Si ubriaca di stelle e il mattino è leggero
Dal Donegal alle isole Aran
E da Dublino fino al Connemara
Dovunque tu stia viaggiando con zingari o re
Il cielo d'Irlanda si muove con te
Il cielo d'Irlanda è dentro di te
Il cielo d'Irlanda è un enorme cappello di pioggia
Il cielo d'Irlanda è un bambino che dorme sulla spiaggia
Il cielo d'Irlanda a volte fa il mondo in bianco e nero
Ma dopo un momento i colori li fa brillare più del vero
Ma dopo un momento li fa brillare più del vero
Il cielo d'Irlanda è una donna che cambia spesso d'umore
Il cielo d'Irlanda è una gonna che gira nel sole
Il cielo d'Irlanda è Dio che suona la fisarmonica
Si apre e si chiude con il ritmo della musica
Si apre e si chiude con il ritmo della musica
Dal Donegal alle isole Aran
E da Dublino fino al Connemara
Dovunque tu stia ballando con zingari o re
Il cielo d'Irlanda si muove con te
Il cielo d'Irlanda è dentro di te
Dovunque tu stia bevendo con zingari o re
Il cielo d'Irlanda è dentro di te
Il cielo d'Irlanda è dentro di te.
Cantautora:Fiorella Mannoia
Testo:M. Bubola
O Céu da Irlanda - Versão Portuguesa
O céu da Irlanda é um oceano de nuvens e luz
O céu da Irlanda é um tapete que corre veloz
O céu da Irlanda tens os teus olhos se olhares lá para cima
Inunda-te de verde e cobre-te de azul
Cobre-te de verde e inunda-te de azul
O céu da Irlanda não tem fome de musgo e de lã
O céu da Irlanda sacode os cabelos à lua
O céu da Irlanda é um rebanho que pasta no céu
Embriaga-se de estrelas à noite e de manhã é ligeiro
Embriaga-se de estrelas e de manhã é ligeiro
De Donegal às ilhas Aran
E de Dublin até à Connemara
Onde quer que estejas viajando com ciganos ou reis
O céu da Irlanda move-se contigo
O céu da Irlanda está dentro de ti
O céu da Irlanda é um enorme chapéu de chuva
O céu da Irlanda é uma criança que dorme na praia
O céu da Irlanda às vezes pinta o mundo de preto e branco
Mas depois de um momento faz que as cores brilhem mais que na realidade
Mas depois de um momento fá-las brilhar mais que na realidade
O céu da Irlanda é uma mulher que muda frequentementede humor
O céu da Irlanda é uma saia que gira no sol
O céu da Irlanda é Deus que toca acordeão
Abre-se e fecha-se com o ritmo da música
Abre-se e fecha-se com o ritmo da música
De Donegal às ilhas Aran
E de Dublin até à Connemara
Onde quer que estejas dançando com ciganos ou reis
O céu da Irlanda move-se contigo
O céu da Irlanda está dentro de ti
Onde quer que estejas bebendo com ciganos ou reis
O céu da Irlanda está dentro de ti
O céu da Irlanda está dentro de ti
Cantora:Fiorella Mannoia
Texto:M. Bubola
21 abril 2006
Finalmente férias! Lá vou eu...
Irlanda (em irlandês Éire e em inglês Ireland) é a terceira maior ilha da Europa. Situa-se no Oceano Atlântico e está politicamente dividida entre a República da Irlanda (oficialmente denominada Irlanda), um Estado que cobre cinco sextos (cerca de 85%) da ilha e a Irlanda do Norte ; parte do Reino Unido, que configura a sexta parte mais a nordeste da ilha.A população da ilha é de aproximadamente 5,8 milhões de habitantes; 4,1 milhões na República da Irlanda e 1,7 milhão na Irlanda do Norte.
19 abril 2006
1506-2006: O massacre de Lisboa

“Von dem Christeliche / Streyt, kürtzlich geschehe / jm. M.CCCCC.vj Jar zu Lissbona / ein haubt stat in Portigal zwischen en christen und newen chri / sten oder juden , von wegen des gecreutzigisten [sic] got.” (“Da Contenda Cristã, que Recentemente Teve Lugar em Lisboa, Capital de Portugal, Entre Cristãos e Cristãos-Novos ou Judeus, Por Causa do Deus Crucificado”)
Panfleto anónimo, com apenas seis folhas, impresso na Alemanha (presumivelmente poucos meses depois do massacre de Lisboa). O “progrom” de 1506 contra os judeus de Lisboa é descrito em detalhe e as matanças contadas ao pormenor por uma testemunha ocular. A gravura do frontispício mostra os corpos mutilados e envoltos em chamas de dois judeus portugueses, dois irmãos, os primeiros a morrer num massacre que vitimou mais de 4 mil pessoas.
(Gravura reproduzida aqui a partir de uma cópia gentilmente cedida pelo Hebrew Union College. O original, encontra-se na Houghton Library, na Universidade de Harvard)
Vai fazer exactamente 500 anos, nos dias 19, 20 e 21 de Abril, que um cataclismo se abateu sobre Lisboa. A alma da Capital do Império sofreu um abalo tão grande – senão mesmo maior – quanto aquele que a haveria de destruir em 1755. Durante três dias, em nome de um fanatismo sanguinário, mais de 4 mil pessoas perderam a vida numa matança sem precedentes em Portugal.Como vozes que teimam em emergir de entre as poeiras da História, cronistas como Damião de Góis e Samuel Usque deixaram relatos detalhados dos motins sangrentos. Contam os testemunhos que tudo terá começado na Baixa, no dia 19 de Abril de 1506, um domingo, na Igreja de São Domingos, quando alguém gritou ter visto o rosto do Cristo crucificado iluminar-se inexplicavelmente no altar. Em redor, gente que rezava pelo fim da seca prolongada que grassava pelo país clamou que era milagre. Entre eles, um judeu convertido à força terá tentado explicar que a luz que emanava do crucifixo era apenas um reflexo de um raio de sol que entrava por uma fresta. Terão sido as suas últimas palavras. Arrastado para a rua, o marrano e um irmão seu foram espancados até à morte. Os seus corpos mutilados foram arrastados para o Rossio e queimados em frente dos Estaus – onde décadas depois foi instalada a Inquisição. Eles eram apenas os primeiros de entre mais de 4 mil mortos – anussim, judeus portugueses, homens, mulheres e crianças, assassinados em três dias sangrentos.Incitada por frades dominicanos, a multidão que entretanto se aglomerara decide partir em direcção da Judiaria, gritando “morte aos judeus” e “morram os hereges”. As incompreensíveis cenas de violência que se deram a seguir fazem parte de um pedaço da história de Portugal que a História resolveu esquecer. Conto voltar ao tema e às descrições desta tragédia de há 500 anos. Por agora, queria apenas deixar um apelo. Em Portugal comemoram-se há muito os grandes feitos da História, testemunhos quase sebastianistas de uma grandeza perdida. Que não se esqueça também a desgraça que prova ser mito a velha máxima do tal “povo de brandos costumes”.
"Se existe um único tema que domina todos os meus escritos, todas as minhas obsessões, é a memória – porque tenho tanto medo do esquecimento quando do ódio ou da morte. Esquecer, para um judeu, é negar o seu povo – e tudo o que ele simboliza – e também negar-se a si próprio. Daí o meu desejo de não esquecer nem de onde venho nem o que influenciou as minhas opções: as paisagens assombradas da minha infância; a terra de maldição onde num instante as crianças se transformavam em velhos; as pessoas que conheci ao longo desse caminho.Lembrar… lembra-te que foste escravo no Egipto. Lembra-te de santificar o Shabbat… Lembra-te de Amalek, que quis aniquilar-te… nenhum outro mandamento bíblico é mais persistente. O judeus vivem e crescem sob o signo da memória. (…) Ser judeu é lembrar – reclamar o nosso direito à memória bem como o dever de a manter viva.Através do passado recente encontro-me com as minhas origens distantes, retornando a Moisés e Abraão. É também em seu nome que eu comunico a minha busca. Quando um judeu reza, as suas orações enlaçam-se às de David e do Besht. Quando um judeu desespera, é a tristeza de Jeremias que o faz chorar. A memória dos judeus ganha força na memória do seu povo e, para além dela, da humanidade.Porque a memória é um bem: cria laços em vez de os destruir. Laços entre o presente e o passado, entre indivíduos e grupos. É por me lembrar do nosso princípio comum que me aproximo dos meus semelhantes, de todos os seres humanos. É por me recusar esquecer que o seu futuro é tão importante quanto o meu. Que seria o futuro da humanidade se fosse desprovido de memória?”
Elie Wiesel, prémio Nobel da Paz, retirado do prefácio do livro “From the Kingdom of Memory”, Summit Books, New York, 1990.
18 abril 2006
Relações de amizade

A Videira do Desejo
de
Chitra Banerjee Divakaruni
Prazer e criatividade através de um excelente romance. Um romance que reúne as personagens de "Irmã da Minha Alma". Explora os laços emocionais entre as duas amigas de infância, Anju e Shuda.
Como em obras anteriores Chitra Banerjee Divakaruni explora a psicologia feminina, a procura de uma identidade própria e livre de preconceitos e falsas obrigações, ao mesmo tempo que observa o choque cultural que experimentam as suas personagens num país estranho e transporta para o Ocidente figuras e lendas do Oriente.
in www.fnac.pt
Depois de ler "Irmã da Minha Alma" e considerá-lo um dos melhores romances que li até agora, são grandes as expectativas em relação a esta nova obra "A Videira do Desejo"!
17 abril 2006
"Dou-vos a minha Paz..."
13 abril 2006
Boa Páscoa!
"Quando a palavra de Deus se faz «o murmúrio de uma brisa suave», ela é mais eficaz do que nunca para transformar os nossos corações."
in www.taize.fr
Uma vida e outra vida

Tenho tanto sentimento...
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheco, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
11 abril 2006
Crescer ou Decrescer?

Tudo o que não cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer. Este parece ser um princípio básico da vida. Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade. Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta; se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora... E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas.
10 abril 2006
Um livro excepcional!

A Sombra do Vento
de Carlos Ruiz Zafón
Numa manhã de 1945, um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: O Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo eco se projecta através do tempo.
09 abril 2006
Melhor filme

Colisão
Título original: Crash
De: Paula Haggis
Com: Jennifer Esposito, Matt Dillon e Sandra Bullock
Uma dona de casa e o marido advogado. Um persa que é dono de uma loja. Dois polícias que são também amantes. Um director de televisão afro-americano e a sua mulher. Um mexicano serralheiro. Dois ladrões de automóveis. Um polícia recruta. Um casal coreano de meia-idade... Todos vivem em Los Angeles e, durante 36 horas, vão entrar em colisão. Depois do 11 de Setembro, "Colisão" olha de forma provocadora para as complexidades da tolerância racial na América contemporânea.
Para mim, mereceu bem o Óscar de melhor filme! Já saiu em DVD mas no cinema é outra coisa! Tensões raciais, tolerância... como percebo tão bem! Especialmente depois da minha experiência em Atlanta depois do 11 de Setembro! 5 estrelas!
08 abril 2006
Contra indiferença!

07 abril 2006
06 abril 2006
Orgia de Pasolini

Hoje na Culturgest! :) Parece-me bom... Logo vos direi!
Orgia de Pier Paolo Pasolini.
Um espectáculo A&M.
Mais do que uma peça de teatro, Orgia pode ser definido como um poema a várias vozes, ou um oratório laico que exprime, entre lirismo e declaração, os temas preferidos de Pier Paolo Pasolini. A crise da sociedade é representada através de uma obsessão individual, em que o mistério da geração de filhos e o problema da identidade pessoal encontram a obsessão do sexo, objecto de culpa e meio de conhecimento: eis então o delírio, contado, saboreado e seccionado, de um casal sado-masoquista, uma orgia sangrenta de palavras que encontra a sua própria essência no reconhecimento da diversidade.
Franco Quadri
"Aconselha-se calorosamente a uma senhora que frequente os teatros da cidade que não assista às representações do novo teatro. Ou, caso se apresente com o seu simbólico, patético, casaco de vison encontrará na entrada um cartaz a explicar que as senhoras com casacos de vison deverão pagar um preço trinta vezes mais alto que o preço normal. Nesse mesmo cartaz, pelo contrário, estará escrito que os jovens fascistas de vinte e cinco anos poderão entrar de graça. Além disso, pediremos também que não aplaudam. Vaias e outras formas de desaprovação serão admitidas.
(...) O novo teatro quer definir-se como Teatro da Palavra. Incompatibiliza-se tanto com o teatro tradicional como com todo o tipo de contestação ao teatro tradicional. Remete explicitamente para o teatro da democracia ateniense, saltando completamente toda a tradição do teatro burguês, e porque não dizer a inteira tradição moderna do teatro renascentista e de Shakespeare. Espera-se que o espectador oiça mais do que veja. As personagens são ideias a serem ouvidas".
Pier Paolo Pasolini“Manifesto por um novo teatro” (1968)
05 abril 2006
Chove...
KISS THE RAIN
O Holocausto visto por um adolescente

É este o livro que estou a ler neste momento...
03 abril 2006
Como se aproximam as férias...
02 abril 2006
Benigni em tempos de guerra
in Lusomundo
Já estreou! Estou ansiosa... tenho imensa curiosidade em ir ver... :)
01 abril 2006
Caladinha...

e me ouves de longe, e a minha voz não te toca.
É como se os teus olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo fechou a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
tu emerges das coisas, cheia da alma minha.
Borboleta de sonho, pareces-te com a minha alma,
e pareces-te com a palavra melancolia.
Gosto de ti calada e estás como distante.
E estás como que queixando-te, borboleta em arrulho.
E ouves-me de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
Tu és igual à noite, calada e constelada.
O teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.
Gosto de ti calada porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
Pablo Neruda




















